Qualidades e Regras de um Diplomata competente e patriota



1. Ser qualificado e dinâmico.

2. Colocar os interesses da Nação antes de qualquer coisa.

3. Criar projectos relevantes e eficazes para suprir as necessidades imediatas e de longo prazo das suas comunidades na diáspora.

4. Ter programa de mandato e mostrar na prática resultados das responsabilidades que lhe foram incubidas pelo governo.

5. Não usar arrogância, evitar o autoritarismo, aprender a ouvir e admitir os erros.

6. Evitar festas e divertimentos excessivos, em vez disso, procurar ler e se informar mais, sobre as dinâmicas da política e da economia internacional.

7. Não fazer da Embaixada e do consulado como se fosse propriedade do partido ou propriedade pessoal.

8. Não ser corrupto, tribalista e incentivador de ideias separatistas entre os membros da própria comunidade.

9. Não usar as instituições diplomáticas do País para propagandas político-partidárias.

10. Recrutar e promover cidadãos nacionais inteligentes, cidadãos preparados e qualificados em matérias diplomáticas, a favor da própria Embaixada e do próprio Ministério dos Negócios Estrangeiros.

11. Passar mais tempo procurando potenciais investidores, elaborando estratégias projectuais econômico-comerciais a favor da própria Nação.

12. Não aproveitar-se dos fundos do Estado para fazer gastos excessivos a benefício próprio.

13. Conhecer os reais problemas da sua comunidade e procurar dar solução à esses mesmos problemas.

14. Estabelecer uma relação de proximidade para com a comunidade, de modo a criar-se um ambiente de confiança e espírito de colaboração e solidariedade.

15. Ajudar o povo em todas as circunstâncias, sobretudo em situações de necessidades, emergências e calamidades.

16. Evitar o nepotismo, o amiguismo e o tráfico de influências, promovendo a competência e a meritocracia dentro da Embaixada.

17. Nas actividades de carácter Nacional que sejam convidados todos os cidadãos do País, evitar a triste prática de convidar uns e outros não, como se existisse categorias entre os cidadãos: os de primeira, segunda ou terceira classe.

18. Um diplomata deve habituar-se a fazer debates constantes, treinar discursos retóricos, de modo a elasticizar a sua mente e sentir-se a vontade perante qualquer público.

19. Criar várias redes de contactos de empreendedores a favor do País.

20. Não ser parado, acomodado, vaidoso e inconsequente, em vez disso, se deve ser mais activo e mostrar trabalho significativos em prol da sua comunidade no estrangeiro.

21. Uma Embaixada não é herança familiar, todos os cidadãos têm o direito de lá estar e de serem bem tratados, com dignidade, respeito e profissionalismo.

22. Não interferir nas funções de outros funcionários e colegas.

23. Agir sempre com prudência, humildade e diplomacia.

24. Não ter receio de aprender com quem entenda melhor do que tu, sobre questões ligadas à estratégias político-diplomáticas.

25. Um Embaixador ou Chefe de Missão, não deve usar o Sector do Património da Embaixada ou do Consulado para desviar dinheiros e verbas do Estado.

26. Não usar os telefones da Embaixada para fazer chamadas pessoais nacionais e internacionais.

27. Não usar os cartões dos combustíveis da própria instituição diplomática de forma abusiva, e não se pode passar esses mesmos cartões aos familiares e amigos.

28. Fazer formação continuada sobre serviços consulares, burocracia, relações públicas, mediação e gestão de crises.

29. Saber comunicar-se eficazmente, não é politicamente correcto, um simples discurso o diplomata usar papel ou laptop.

30. Respeitar as diferenças de opiniões e de ideias.

31. Evitar os assédios sexuais dentro e fora da Embaixada.    

32. Colocar à disposição do cidadão Nacional os recursos e os instrumentos dos serviços de mediação consular, em casos de diligências, problemas com as autoridades locais, litigios, controvérsias e problemas de outra natureza.

33. Se o cidadão não tiver meios financeiros para pagar os emolumentos, que seus documentos sejam tratados de forma gratuíta.

34. É explicitamente proíbido pedir dinheiro ao cidadão para acelerar o seu processo de documentação no consulado, o diplomata que for flagrado a fazer isso deve ser substituído e processado.

35. Um diplomata é um homem do terreno, ele deve ser o primeiro a dar a cara em situações de complexidades, deve ser um comandante, não deve temer as crises e as tensões.

Estou decepcionado com a Diplomacia angolana, a culpa é do MIREX.  

«Eu e a Diplomacia a Diplomacia e Eu».

Por Leonardo Quarenta Doutorando em Direito Constitucional e Internacional

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