Vinte oito coisas que os diplomatas angolanos deveriam fazer mas não fazem



1. Socorrer, incentivar, apoiar e ajudar as comunidades angolanas na diáspora.

2. Promover o bom nome de Angola no estrangeiro, com o objectivo de atrair outros povos a interessarem-se em visitar o nosso País para projectos ou investimentos em diferentes sectores público-sociais.

3. Valorizar o próprio cidadão e dá-lo oportunidades naquilo que for possível.

4. Participar com maior frequência, em eventos, convênios, seminários e conferências internacionais, ligados aos direitos humanos, à diplomacia, educação, investigação científica, cooperação ao desenvolvimento e atividades interculturais.

5. Frequentar cursos de aperfeçoamento sobre formação consular e técnicas de comunicação político-diplomática.

6. Criar projectos de bolsas de estudos a favor dos estudantes angolanos.

7. Congregar e criar laços de confiança e de patriotismo entre as associações angolanas e suas instituições diplomáticas.

8. Desenvolver programas e dinâmicas político-estratégicas, que visam informar e dar maior visibilidade sobre a potencialidade (riquezas, cultura, turismo) de Angola no estrangeiro.

9. Promover a meritocracia dentro das embaixadas e dos consulados, empregando angolanos competentes e qualificados.

10. Evitar o nepotismo, o tribalismo e o amiguismo, nos concursos ou recrutamentos locais nas nossas instituições diplomáticas.

11. Retórica… Fazer treinamentos constantes de leituras, exercitar a mente com pesquisas e investigações científicas, habituar-se a fazer discursos longos sem usar papéis, em frente dos funcionários, das comunidades e públicos de diferentes camadas ou classes sociais.

12. Ter um programa concreto de mandato, desligando-se do factor “partidarismo”, promovendo o patriotismo, o “nazionalismo” e a união entre todos os angolanos.

13. Ser mais activo, responsável, competente, qualificado, dinâmico, prático e atento aos reais problemas dos cidadãos e das comunidades angolanas.

14. Mostrar mais trabalho a favor do País e do povo angolano, diminuindo realizações de festas e farras, porque a verdadeira diplomacia é inimiga do divertimento exagerado, diplomacia é empenho total, diplomacia é “levantar-se da portrona do poder” e ir ao terreno acompanhando tudo de perto, criando soluções de tais problemas, crises ou emergências.

15. Evitar perseguição ou retalhação aos cidadãos que não comungam da mesma opinião ou modo de funcionamento das nossas embaixadas e consulados.

16. Deixar de lado a ideia e a prática constante de que, somente familiares e amigos devem ser recrutados e empregados.

17. Despedir funcionários privos de formação, sobretudo àqueles que não sabem responder e atender correctamente o público e que nem sequer sabem escrever devidamente.

18. Encontrar-se periodicamente com a comunidade e apresentar os resultados do seu mandato, ao mesmo tempo ouvir e aceitar críticas e propostas vindas dos cidadãos.

19. Preocupar-se mais em ajudar o seu próprio povo do que priorizar o estrangeiro dentro das nossas próprias embaixadas e consulados.

20. O Conselho das instituições diplomáticas existem para discutirem ideias com o objectivo de dar soluções à determinados problemas ou projectos, nesse Conselho o factor ARROGANCIA é anti ético e anti diplomático, por isso deve ser posto de lado.

21. As nossas embaixadas e consulados devem contratar consultores político-diplomáticos para auxiliarem os diplomatas nos seus trabalhos, cada diplomata deve ter um consultor fixo, isto daria um ritmo positivo, daria uma dinâmica diferente no funcionamento das nossas instituições diplomáticas.

22. Evitar fazer promessas inúteis, em vez de falarem o tempo todo apenas façam, a prática é o que conta para as comunidades angolanas.

23. Apoiar projectos angolanos que visam enaltecer o País.

24. Evitar a “teoria do pânico”, segundo o qual os intelectuais e os competentes não podem trabalhar do vosso lado, por causa do medo e a ideia de que, esses podem tirar-vos o lugar de destaque ou podem roubar-vos o poder, pensar assim é perda de tempo, muito pelo contrário, é bom ter os melhores por perto, porque se cresce e se aprende muito mais tendo essas pessoas de lado, desse jeito os trabalhos das nossas embaixadas e consulados evoluiriam rapidamente e as coisas dariam certo.

25. Sempre que houver recrutamento local de funcionários, a comunicação deve chegar à toda a comunidade, evitem a táctica de avisar somente aos familiares e aos amigos. 

26. As aparições públicas dos nossos diplomatas sinceramente não servem pra nada, porque quando um angolano vai pedir ajuda à eles, são eles mesmos os primeiros a dizer, que não é possível e que não há nada.

27. Dêm espaço e recrutem angolanos formados em matérias diplomáticas, se esses angolanos tiverem mestrados ou doutoramentos melhor ainda é o País quem sai a ganhar.

28. Se deve pensar primeiro ANGOLA e aos angolanos, mas os nossos representantes (diplomatas) preferem colocar os seus interesses em frente dos interesses da Nação.

O.B.S:  É hora de Sua Excelência Presidente João Lourenço fazer exonerações em massa de diplomatas, e substituí-los pelos competentes, dinâmicos e qualificados em matérias político-diplomáticas.

Por Leonardo Quarenta

Doutorando em Direito Constitucional e Internacional

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